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04 Aug

[Resenha] Memórias de um amigo imaginário de Matthew Dicks

Hoje vim falar sobre um livro que eu gostei muito: Memórias de um amigo imaginário do Matthew Dicks.

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Esse livro foi lançado pelo editora iD em 2012 e conta a história de Max, um garotinho de 8 anos e seu amigo imaginário Budo. Quem narra a história é o Budo. O Max tem autismo. O Budo tem 5 anos de existência, o que é algo muito grande para um amigo imaginário que geralmente tem uma vida curta porque logo as crianças que os imaginam deixam de acreditar neles, eles então deixam de existir.

Através dos olhos de Budo o leitor conhece tudo a respeito do Max e das pessoas que o cercam: os pais do Max, a escola, os colegas da escola, as professoras.

E além das preocupações em relação ao Max a preocupação com sua própria existência é algo que permeia muito a mente do Budo. Essa é uma coisa muito interessante desse livro, pois mesmo o Budo não sendo um ser que existe no mundo real, ele carrega muitas características humanas, o que faz com que o leitor se identifique com ele, pois ele tende a sofrer com inseguranças bem humanas como a incerteza da continuidade de sua existência.

Outra coisa legal do livro é que ele dá uma “enganada” no leitor. Você começa achando que é uma coisa e depois percebe que a real ameaça é completamente diferente da que o Budo achava que era. E é nesse ponto que o ritmo da leitura do livro muda, fica bem mais acelerada e é impossível deixar o livro de lado.

Os personagens são muito legais. Com os pais do Max a gente vê um embate pois o pai do Max não acha que ele seja diferente, acha que é só fase dele, que ele vai mudar, que não precisa de nenhum auxílio adicional. Mas a mãe do Max sabe que o Max é diferente das outras crianças e acredita que ele precisa de um acompanhamento específico para melhor se desenvolver.

A professora do Max a sr. Gosk é muito massa. É daquelas professoras que realmente se importam com todos os alunos que tem e querem passar coisas boas para eles.

É um livro de leitura rápida que faz refletir bastante. É leve, mas traz alguns temas mais profundos.

Indico muito. :)

Nota: 5 de 5
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18 Jun

Resenha O resto é o silêncio de Carla Guelfenbein

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Uma das coisas que mais gosto é ir em uma livraria e ficar procurando livros. Eu nunca sei bem o que eu realemente estou procurando, mas quando eu acho, ah, eu definitivamente sei que eu achei. :)

Eu já encontrei vários livros preferidos da vida desse jeito, sem ninguém me indicar, só eu e as estantes da livraria. Esse livro eu descobri assim, num dos meus passeios à livraria.

Primeiro devo dizer que AMEI essa capa. Muito linda mesmo. Eu adoro fotos com poucas coisas, com tons escuros, meio melancólicas, sabe? E essa imagem da capa me consquistou. Quando então eu li a sinopse do livro sabia que precisava levar ele comigo e lê-lo. Foi o que fiz.

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Ele conta a história do Juan, do seu filho do primeiro casamento Tommy e sua nova esposa Alma. Juan é um médico cirurgião. O Tommy é um garotinho que tem um problema congênito de coração. Que graças a uma cirurgia conseguiu sobreviver aos primeiros anos de vida. Ele não se relaciona bem com os garotos de sua idade. A doença do coração dele impõe várias limitações a ele e isso acabou afastando ele dos garotos “normais”. Alma trabalha com edições de vídeo e tem uma filha (que não é filha do Juan).

Tudo muda na vida deles quando Tommy descobre por acidente um segredo: a sua mãe não morreu num acidente, ela se suicidou. A partir desse momento Tommy começa a investigar o passado da mãe, tentando compreendê-la e conhecer essa pessoa de quem ele não se lembra. Ao mesmo tempo Alma reencontra um amor do passado e Juan está cada vez mais distante da esposa e do filho.

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Eu adoro livros que tem garotinhos como protagonistas, adoro! Por exemplo: “O mundo explicado por T.S. Spivet” e “Extremamente alto e incrivelmente perto”. Esse dois são incríveis e favoritos.

Eu me apaixonei pelo Tommy logo nas primeiras páginas. O livro é contado por diferentes pontos de vista: do Juan, do Tommy e da Alma. As partes do Tommy sem dúvida eram as melhores!

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O Tommy é extremamente inteligente e perceptivo, mas tem muita dificuldade com outras crianças, sofre bastante preconceito porque ele é muito menor do que os outros: por causa da doença do coração ele não cresceu devidamente. Ele é muito sensível ao que está acontecendo ao redor dele. Os adultos acham que ele não percebe, mas ele está ali, captando tudo. E a visão dele é muito tocante, simples e de uma profundidade absurda.

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O livro trata muito de relações familiares e outras questões da vida comum. Mas é escrito com de um jeito que eu gostei demais. Achei um livro bem tocante e sensível.

Eu chorei demais no final.Faz a gente pensar sobre as escolhas.

Mas tem um porém: é um livro muito parado, com exceção do final, que tem um ritmo superacelerado. É parado porque ele está cheio de lembranças e de pensamentos dos personagens. Acontece muito mais coisas na mente dos personagens do que na realidade ali deles. Isso pode incomodar algumas pessoas. Mas para mim não incomodou nem um pouco.

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Eu aprecio muito livros que são intimistas e parados se forem bem escritos e esse é um livro assim. Em nenhum momento me senti desanimada ou me forçando a ler.

O livro tem um clima bem melancólico, de pensamentos e reflexões, o que também me agrada muito.

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Ah, esse livro talvez não agrade muito o público jovem, pois traz temas mais adultos e pelo fato da escrita dele ser bem mais parada que um YA (jovem adulto).

Eu indico demais esse livro pra quem gosta desse tipo de leitura assim como eu.

Nota: 5 de 5.
Título: O resto é silêncio
Autora: Carla guelfenbein
Editora: Record
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27 Mar

Book Challenge Março 2014 – Bood Promise by Richelle Mead

Olá,

Blood Promise

O Book Challenge desse mês é sobre o livro “Bood Promise” da Richelle Mead, o quarto volume da série Vampire Academy (Academia de Vampiros).

Como é o quarto livro de uma série, não posso falar do enredo sem dar spoilers, né? Então, nessa resenha, em um primeiro momento eu comento sobre outros aspectos do livro sem tratar da trama em si. Mas como também preciso acalentar meu coração falando sobre os fatos do livro, tem uma segunda parte da resenha que contém comentários com spoilers.

Então se você ainda não leu nada da série ou só não leu esse livro da série, pode ler o início sem medo. Entretanto, só leia a segunda parte se já tiver lido o livro ou se não ligar de saber superspoilers da história.

~COMENTÁRIOS SEM SPOILER~

Foi o livro da série que eu mais senti o desenvolvimento da personagem principal. As coisas que aconteceram com ela justificaram muito bem esse crescimento pessoal. Mas que é doloroso de ver, isso é. Passei muitas horas me imaginando no lugar da Rose e ó, não foi fácil.

Autor bom é aquele que consegue te fazer acreditar que aquela história aconteceu de verdade. Te faz entrar no mundo do livro e você realmente vive e sente o que acontece na história junto com os personagens, você não se sente um expectador, parece que você faz parte de tudo. Foi assim que eu me senti com esse livro em especial.

Achei tão sensível da autora saber descrever um momento tão difícil e de tanta tristeza para a personagem sem ficar chato ou parecendo que ela está se fazendo de coitada. E o mais importante, sem descaracterizar a personagem. Porque a Rose é uma personagem superforte, determinada, badass mesmo! Se a autora transformasse ela em uma menininha chorona ia ser horrível. Ao invés disso a tia Richelle soube mostrar uma dor genuína da Rose sendo Rose. :~~

Eu superindico esse livro! Se ainda não leu essa série, não tenha medo, não perca tempo, pode se lançar que não tem como não gostar.

O nível do inglês é FÁCIL.
E a minha nota é 5 de 5.
Esse livro já foi publicado no Brasil pela editora Agir, com o título “Promessa de Sangue”.

Até mais! :-)

~COMENTÁRIOS COM SPOILER~ Conteúdo a seguir contém spoilers da história do livro, se você não quiser saber, não leia. 

A parte em que ela conta para a família do Dimitri o que aconteceu com ele, é simplesmente de partir o coração. Sem palavras.
E todas as vezes que ela fica imaginando que o Dimitri cresceu ali, tocou nos objetos, esteve naquele lugar, como ela via os olhos dele na mãe e nas irmãs dele… é terrível de triste.

E gente, o tempo que ela passa prisioneira do Drimitri até finalmente conseguir tentar fugir e luta contra ele? Deus do céu! A parte que ela percebe que ele não ama ela, na ponte… Oh God!

Por favor, amigos que já leram esse livro, vamos nos abraçar! Hehehe