19 Sep

Book Challenge [Setembro] – That Summer

Olá,

Voltei com o Book Challenge de Setembro. O livro que li foi That Summer, da Sarah Dessen.

that-summerO que achei: 
Gostei muito. Me emocionei demais. E nem tem como explicar o quanto eu me identifiquei.

Pontos altos e baixos:
O livro é muito emocionante em várias partes. O que mais gostei do livro foi a incrível identificação que eu senti ao lê-lo. Foi tão forte isso que nem consegui ler ele completo de uma vez, acho que comecei a ler esse livro em Abril e só terminei agora. Porque para mim ele foi muito tocante.

Eu já declarei aqui meu amor pela Sarah Dessen. E nesse livro ela segue aquela mesma linha, de tratar de relacionamentos familiares e sobre crescer.

A protagonista desse livro é a mais nova das protagonistas de outros livros da Sarah Dessen que eu li, a Haven só tem 15 anos. E acho que é compreensível ela ficar o tempo todo tendo aqueles mesmos pensamentos fixos. O mundo dela mudou completamente. Ela se sente sozinha, sem conseguir se encaixar e sem saber como se adaptar a tudo a sua volta. Todo mundo parece só ligar para si, e ela, mesmo sendo a mais alta da família, às vezes se sente invisível.

A família dela ficou aos pedaços e ela se apega fixamente a lembrança de um verão que em que a família estava toda junta e tudo parecia perfeito. Sem os problemas de agora.

Tudo o que a Haven sente no livro eu já senti de alguma forma. Consegui compreender totalmente os sentimentos dela. Acho que a Sarah Dessen escreveu perfeitamente bem sobre isso.

Eu tinha lido várias resenhas de pessoas que não gostaram muito do livro. E falaram que ele é bem parado e não faz jus a maravilhosa escrita da Sarah Dessen. Concordo que o livro é parado e que quase não acontece nada nele. Realmente não acontece. O livro é recheado é de lembranças, de pensamentos da Haven. Eu não me incomodei do livro ser parado, no geral até gosto de livros assim com ritmo bem parado e mais psicológico. E gostei mais ainda nesse caso, por causa da extrema identificação que senti.

Vivo dizendo que gostaria de ter descoberto a Sarah Dessen quando eu era adolescente. Os livros dela teriam me ajudado tanto! Certeza que eu seria alguém menos tonta do que fui. Tem coisas que você só aprende com a idade e ao quebrar a cara, mas tem outras que você pode aprender com livros, por exemplo. Eu sei que a minha versão adolescente ia se sentir muito acolhida com a compreensão que ela encontraria nos livros da Sarah Dessen. Porque, cara, crescer é uma merda! Só quer crescer quem ainda não cresceu. É difícil, não é cor de rosa, dói. E na maior parte do tempo não tem ninguém para te dar uma luz ou te indicar um caminho. Parece que naqueles momentos que importam mesmo, você está só.

Na adolescência a gente fica mais sensível a isso. A gente está completamente perdido. Sem saber quem somos e o que queremos. E nunca vi um ser mais cabeça dura e que ouve menos do que adolescente. ~suspira~

Tem coisas que eu lamento ter aprendido tão tarde e acho que se tivesse lido Sarah Dessen antes, era capaz de eu ter aprendido mais cedo. :)

Eu adorei esse livro com todo o meu coração. E no fim chorei como um bebê, passando muito vergonha no ônibus enquanto terminava a leitura.

Eu concordo que nesse primeiro livro que a Sarah Dessen escreveu ela não foi tão envolvente, a leitura não foi tão fluída quanto nos mais novos. E dá para perceber que ela evoluiu bastante como escritora. Mas também é possível ver características da escrita encantadora dela já aqui nesse primeiro livro. E claro, a capacidade dela escrever algo que realmente conseguimos nos identificar e tocar nosso coração.

O que esperar do livro:
Relacionamentos familiares, incluindo suas dificuldades, suas dores e sua beleza. Não tem romance nesse livro. Isso não me incomodou nem um pouco.

Detalhes do livro:
O nível de inglês é fácil/médio.
Ele já foi lançado ainda aqui no Brasil como “Aquele verão” pela editora iD.

Nota: 5 de 5.

** Foto original by Chris

Estudante de Ciência da Computação que adora ler e fotografar. Acredita que todos os dias poderiam ser dias chuvosos. Queria que o Stephen King fosse seu tio para poder ir visitá-lo e tomar um café com ele.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>